Dicas: Tipos de Colírios e como usá-los


Dicas: Tipos de Colírios e como usá-los

Geralmente, quando alguém reclama estar com algum problema de saúde, não raro recebe recomendações ou indicações de medicamentos que para certas pessoas deram certo. Acontece que esse tipo atitude é extremamente perigosa, porque o que foi aconselhado a uma pessoa pode não ser o indicado para outra. A automedicação é um ato arriscado e pode acabar por gerar consequências ainda piores do que a própria doença. De acordo com dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), o Brasil é o quinto maior consumidor de medicamentos do mundo e quando se trata da saúde ocular o cenário não é muito diferente.

Se o assunto é a saúde dos olhos, a recomendação é a mesma: não use colírios sem recomendação médica, pois o que é bom para um pode acarretar problemas para o outro. Isso por que o que muitas pessoas ignoram é que colírio também é remédio. A oftalmologista Raquel Souza Nunes Paiva explica que o colírio, se usado indevidamente, pode causar problemas sérios à saúde.“Quando pergunto aos pacientes se eles tomariam algum medicamento sem a consulta de um médico, na maioria das vezes a resposta é negativa.

O que geralmente não acontece com o uso dos colírios. Isso por que muitas pessoas não entendem que o colírio também é um remédio e que deve ser usado somente com prescrição médica”. Outro exemplo dado pela oftalmologista sobre os riscos da automedicação, é em relação ao uso do colírio de antibiótico que tem o mesmo risco da automedicação feita com o antibiótico via oral. “Muitas vezes a pessoa acha que tem uma infecção, mas não tem, e faz o uso do colírio de antibiótico. Isso pode gerar uma resistência ao antibiótico em uso, ou seja, no dia em que este antibiótico realmente for necessário, ele não vai funcionar. Talvez a pessoa até tenha uma infecção, mas resolveu usar um antibiótico que não é o correto para aquele tipo de doença. O paciente não vai curar a infecção e pode até atrasar o tratamento, piorando a doença”, explica a oftalmologista.

Existem vários tipos de colírios, cada um indicado para um determinado tipo de problema. “É fundamental que se consulte um oftalmologista para que seja identificado corretamente qual o melhor tratamento. Usar aleatoriamente colírios, seja para clarear os olhos, ou os que contenham corticóide ou antibiótico, pode acarretar danos mais graves à saúde ocular”, finaliza a oftalmologista Raquel Nunes.

Os colírios e seus riscos

 

Vasoconstritor

Diminui a vermelhidão dos olhos. O uso contínuo pode provocar um efeito rebote do problema, que volta mais forte. O uso indiscriminado também mascara doenças que necessitam de tratamento específico.

Lubrificante

Para pessoas com baixa lubrificação dos olhos e usuários de lente de contato. Estes devem evitar produtos com conservantes, pois estas substâncias podem provocar reações alérgicas e prejudicar a lente de contato.

Antialérgicos

Indicados para casos de conjuntivite alérgica, coceira e irritação leve, podem causar sonolência.

Anti-inflamatórios

Indicados em pós-operatórios e doenças como conjuntivite viral e ceratite (inflamação da córnea). Podem ser hormonais (com corticoides) e não hormonais. O uso incorreto e a longo prazo de colírios com corticoides acarreta riscos de desenvolvimento de catarata, glaucoma e até mesmo perfuração da córnea.

Antibiótico

Usado nos casos de conjuntivite bacteriana, ceratite com infecção da córnea e pós-operatórios. Precisa ser usado pelo tempo recomendado pelo médico, sob o risco de tornar a bactéria resistente ao medicamento.

Anestésico

Usado em ambiente hospitalar ou em consultórios antes de exames oftalmológicos. Alivia dores, mas se o paciente coçar o olho pode provocar sérias lesões no órgão. Seu uso prolongado e indiscriminado pode acarretar infecção e úlcera da córnea.

Fontes: JorNow
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